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Voltando de Paris
23/04/2009

Estamos nós aqui novamente, 23 de abril, quinta feira, Ana e eu no avião da Tam, voltando de Paris para o Rio. Mais uma vez, a decolagem foi de uma pontualidade britânica, exatamente às 21:50 h. A previsão para a chegada no Rio é às 5:00 h da manhã do dia 24, sexta feira. Demos sorte. O vôo está vazio e conseguimos pegar aqueles quatro assentos do meio, somente para nós duas. Vamos poder esticar melhor as pernas.

Passamos ótimos dias em Paris. O tempo estava muito bom, sem chuva, temperatura amena. Esfriava um pouco mais à noite, mas nada que incomodasse demais.

Pude rever lugares lindos, como o Museu D’Orsay, o Jardin des Tuileries, a Champs Elysées, o Arco do Triunfo, o Sena, com aquelas pontes maravilhosas... Paris é muito linda, pena que seja tudo em euros e aí é melhor deixar para converter para reais no Brasil, porque senão é melhor nem sair de casa.

Saímos de carro, com uma amiga de Ana, que vive em Paris há uns cinco anos, Marilza. Ela é casada com um francês. Já conseguiu a documentação francesa. É uma pessoa ótima, super simpática, alegre e nos levou pelo interior da França até a Normandia, nas praias do desembarque da Segunda Guerra Mundial, Honfleur, Deauville e Trouville. Atualmente são balneários, mas possuem muita história. Honfleur parece uma pintura, com aquelas casinhas todas coloridas e os barcos na frente. Mas em termos de praia, meus amigos, um horror! Para começar a água deve congelar os ossos, mesmo no verão. Bate um vento gelado, que só pingüim agüenta e o pior: não vi um grão de areia, só pedra.  Já imaginaram sentar numa praia gelada, de casaco e ainda com o traseiro em cima de pedras e nada de areia! Mas valeu pela história do local, pela arquitetura e pela companhia de Marilza.

No fim de semana que passamos por aqui fomos para Amsterdam, encontrar uma outra amiga que mora no Rio, mas que estava por aquelas bandas naquele fim de semana, Lúcia. Ela é ótima. Bebemos todas, mas ficamos por aí. Amsterdam é realmente linda, com todos aqueles canais, aquelas casa fantásticas e um povo super simpático. Todos paz e amor, no stress, mesmo falando aquela língua que ninguém entende, o Dutch. Fizemos um cruzeiro pelos canais. Foi muito legal. Adorei!

Bem, passamos uns dez dias fora. Foi o suficiente para relaxar e descansar a cabeça, porque o corpo está arrasado de tanto andar.

Por Ana, ela ficaria viajando a vida toda, não sente falta de seu canto. Eu já sou diferente. Gosto de viajar, mas depois de uns dez dias começo a ficar cansada e mal humorada. Nada mais me atrai, quero voltar para casa.

Nessa hora a melhor parte da viagem para mim, é voltar para o meu Brasil, para o meu Rio de Janeiro, para a minha Copacabana, para o meu canto. Estou morrendo de saudades de comer arroz, feijão e ovo frito, deitar na minha cama, com o meu travesseiro, usar o meu banheiro, olhar para as minhas coisas, ver minha família. Sinto uma saudade imensa disso tudo.  Não vejo a hora de chegar em CASA!

Dei uma olhada no mapa online e vi que estávamos sobre Salvador. Olhei pela janela e consegui ver aquelas luzes todas, contornando a costa da primeira capital do Brasil. Lindo, emocionante. Parecia um imenso colar dourado. Salve, Salvador! No final das contas, gosto mais de você do que de Paris.

Viajar é muito bom, mas voltar é muito melhor. Gonçalves Dias tinha razão:

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.”

Rio, 23.04.2009
Maria Cristina Villares
villaresmcl.blog.uol.com.br

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