Português inglês
Villares Corretores de seguros - Rio de Janeiro

Contato

Seguradoras mantêm planos de expansão
26/11/2008 - Gazeta Mercantil – Luciano Máximo - São Paulo

A despeito da crise econômica internacional e toda a onda de pessimismo e incertezas que a acompanha, posições financeiras conservadoras e regras de solvência apertadas ajudaram o mercado brasileiro de seguros, previdência privada e capitalização a demonstrar solidez. A taxa média de crescimento do setor, de quase 20% nos últimos cinco anos, deverá se manter, na visão de empresas, analistas e reguladores.

O titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Armando Virgílio, declarou recentemente que a atividade deverá fechar 2008 com expansão de 18% e que, em 2009, o desempenho poderá ser ainda melhor: 20%. "Temos, independente da crise, a consolidação da estabilidade econômica, a taxa de desemprego abaixo dos 8%, o aumento da produtividade, o que nos permitiu ter uma reserva que nos deixa blindados num momento como este", ponderou.

Mesmo assim, seguradoras reconhecem que a crise atual trará impactos diretos na economia brasileira em 2009 e já se preparam para enfrentar um cenário de desaceleração e crédito mais restrito na praça, elementos que afetam o mercado segurador. A principal receita é não baixar a guarda.

Sul América, HSBC Seguros, Companhia de Seguros Aliança do Brasil e JMalucelli revelaram à Gazeta Mercantil que mantêm inalterados os planos de expansão para o ano que vem. Entre as estratégias, destacam-se melhoria na prestação de serviços, agressividade nas vendas a clientes da base que ainda não possuem um produto de seguro, subvenção do governo e até a busca por novas oportunidades - neste mês, a JMalucelli abriu uma seguradora especializada em seguro de crédito em meio ao rebuliço dos mercados financeiros mundiais.

Uma preocupação é com a cobertura de riscos que demanda um volume maior de recursos. Para o especialista em grandes riscos Osvaldo Lopes, da corretora Quorum , o mercado nacional de resseguro, aberto para concorrência em abril deste ano, sairá afetado. "A crise nesse segmento é real. Grandes players do mercado mundial, e que estão no Brasil, como AIG, Allianz, Swiss, têm registrado perdas significativas por causa da crise global. A tendência é que eles enxuguem riscos. O resultado será capacidade cada vez menor de cobertura e taxas mais caras", analisa Lopes.

Setor automotivo preocupa

Outro objeto de atenção das empresas é o ramo automotivo, o mais rentável do mercado segurador. Montadoras reduziram drasticamente a produção, deram férias coletivas e receberam ajuda financeira de R$ 8 bilhões dos governos federal e paulista para tentar manter azeitados os mecanismos de financiamento de veículos.

O vice-presidente de vendas e marketing da SulAmérica, Marcus Vinicius Martins, reconhece que a indústria de seguros sofre com a diminuição das vendas de carros novos. "Passamos por um período em que o número de veículo vendidos foi fora do comum, por causa da taxa mais baixa e do longo prazo de financiamento. Mas o setor não vai sofrer tanto como as pessoas estão pensando, porque nem todos os carros financiados em mais de 70 meses tinha seguro, portanto ainda há espaço para crescer", acredita.

De julho a setembro, os prêmios de seguro automóvel da SulAmérica cresceram de 29,7% em relação ao terceiro trimestre de 2007. Segundo Martins, a companhia trabalha de duas formas para aumentar o faturamento em 2009. "Investimos pesadamente na ampliação da nossa presença física e no relacionamento com os nossos 27 mil corretores." Neste ano, foram inauguradas sete oficinas mecânicas exclusivas para segurados e nove unidades comerciais em várias regiões do País. Até fevereiro de 2009, a seguradora vai abrir outros três centros automotivos e quatro filiais. "Queremos estar mais perto dos nossos clientes", revela Martins.

A estratégia da área de seguros do HSBC é intensificar as vendas para os clientes da base. De acordo com Fernando Moreira, presidente da HSBC Seguros, o banco vai focar os 10 milhões de "relacionamentos" que possui (correntistas, titulares de cartão de crédito ou de uma conta Losango). "Isso amplia nossas oportunidades. No segmento auto, por exemplo, apenas 22% de clientes com financiamento de veículo com a gente tem um seguro. É uma taxa baixa de penetração, temos um universo de 80% para crescer", persevera Moreira.

Em busca de oportunidades

Especializada no segmento de garantia de projetos, a JMalucelli começa a operar no segmento seguros de crédito. O presidente da recém-criada JMalucelli Seguradora de Crédito, Alexandre Malucelli, explica que em meio a problemas globais de liquidez o mercado se torna atrativo. "Vínhamos amadurecendo a idéia há alguns anos e por coincidência a colocamos em prática agora. As empresas passaram a ter a proteção financeira na pauta por causa da incerteza no crédito, que também atinge seus clientes. Neste momento, as margens de preço estão sendo recompostas e o mercado passa a ser atraente", explica. Com o suporte do Paraná Banco, a nova seguradora oferecendo cobertura às transações de capital de giro e de fluxo de caixa das empresas clientes.
O seguro agrícola também deverá se destacar, apesar das incertezas geradas pela crise financeira internacional. Wady Cury, diretor técnico da Aliança do Brasil, líder no segmento, destaca o aumento de subvenções aos produtores por parte do governo federal, responsável pela geração de 50% dos prêmios. "O Ministério da Agricultura anunciou que vai aumentar os prêmios de subvenção de R$ 160 milhões, em 2008, para R$ 270 milhões, o que será a grande motriz do crescimento do setor em 2009."

voltar
 
Zurich
Bradesco Seguros
Unibanco Seguros
Chubb Seguros
Porto Seguro
Copyright © Villares Corretores de Seguros Ltda. Todos os direitos reservados. Profile Design
Página Inicial | Nossa História | Modalidades de Seguros | Equipe | Parceiros | Contato | Notícias | Publicações | Blog